14 February 2007

Carta 01

Com a teimosia dos ventos ao seu lado caminha para a distante terra.
A brisa sopra também seus pensamentos, mas não acalma.
O sol agora alto, companheiro, insiste em aquecer teus giros
Que quase em pane param enquanto, passo a passo, segues.

Não trouxe sossego à alma aquele alento, tampouco o beijo, o abraço.
Achou que te acompanharia em pensamento,
que embora longínquo ficasse lhe aqueceria o peito.
Mas foi intensa combustão em substrato escasso.

Esqueça desse sol nefasto, desta torpe brisa,
daquelas curvas, daquele cheiro...
Do tropeço, do calo, da ferida.
Daquilo que lhe acaba a vida!


Carta ao amigo que agora parte