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08 September 2009

Prelúdio do tempo em si (Travesseiro de vento)/Conselhos de pronomes pessoais do caso oblíquo

I

Pensar, sobre a vida, o tempo, tudo que passa
tudo que tem, tudo que...
Olhar, um que nunca veio,
de mim, de ti para mim
Pensar como o vento que balança o galho
Pensar de um sol, daqueles que iluminam!

II

Fazer o que se constitui novo
que contrariamente põe abaixo,
O que derruba, derruba, derruba
O que derruba!(?)
Fazer sem concreto, de leve, de leveza
Como nuvens, nas nuvens, o canto do tico-tico
um fazer iluminado, ninado pela brisa
Um daqueles que por covardia ou medos prefere-se não fazer


III

Inspirar-se a si mesmo, auto-respiração
um auto-encontro, auto-poiesis
de uma vida descalça e de joelhos relepados, que não é mais caminhar
a vida que é de agora, irresponsável, traquinas, de um outro tempo viver.
fimcomeço

  há um longuíssimo tempo entre uma faísca de pensamento e o momento  do qual, agora, relembro Salve Jão.