Não se teme o calor, nem medo,
Tem-se penação, dia a dia.
Que não, nada. Terra não benta
D'onde até deus nem miúdo grado quis deixar
Terra de não ser.
Da janela se avista sofrido passado,
Pra presente não lembrar.
- Casa fechada, dor não se espalha.
A crença do pouco sabido,
rogar ao algoz milagre
Por penitência que a vida passara
-A garganta é seca meu pai.
A alma é seca.
Fé, artifício de imaginação
A terra padece.
-Cativo da terra com espinhos se acostuma.
Da miséria de quem vive,
ninguém gosta olhar, nada socorre.
Aqui é Mata Braba,
de seco, gosto morreu
E morte é só passagem de paisagem.
0 comments:
Post a Comment