16 April 2009

De um dia Confuso

... um sonho nos trouxe para longe, bem longe,
da terra boa, do modo da gente, dos Galdinos,
das irmãs e do irmão, dos irmãos,
da gorducha, do menino lindo magrelão;
temos saudades."

10 April 2009

8 deitado

que todas elas se fodam
fazem cinza
que se fodam
que morram
que ninguém
escute seu grito agonizante.


Chamem o padre
sua água benta mega-tônica
chamem pastores e ambulâncias
exorcismo de carne, pura matéria,
um açougue.
chamem o repórter mais eloquente
tragam charuto e tambor
seus santos para ajudar
o transeunte curioso, o polícia,
sacos de vômito podem ser úteis
tragam de tudo, seringas, radiofones e vitrolas
Rolos compressores e aquela dose de sacarmos
Uma alavanca que sustente o peso do mundo.

Convide todos seus deuses e espíritos;
a mesa está servida com as melhores bebidas!
Venha você e toda sua desumanidade
Não se esqueça de preconceitos!
Venha mais arrogante possível
Com todas as posses estampadas numa pose
E que todas se fodam!

Uma vida vagabunda, que mais importa?

Nesse universo sem fim e profundo
estamos sós a vagar.

fimcomeço

28 March 2009

Casa de Lu

Para aqueles que de longe chegam
boas vindas!
É assim casa de lá...,
das bandas do Mato a Dentro.
Canto p’ra descanso em pouso
onde nem pensamento, em pressa, chega.
Apea da alma peso.
Aqui é casa de brisa, de alegria leve,
casa de lá, de Lu.

Para os que passam e esquecem de dizer: “bão!”

19/08/2006

23 March 2009

NE-Influências de brisas

Quando se vê (,)
o mar (,) quando chove
é belo:
Uma fina linha escura longe, lá longe.

Quando sente calor,
o mar quando sol
ainda belo:
Ele transforma em azul.

Se paras a olhar mar
e perde de ti seu rumo
descontente, confuso, imundo
com âncora corrente e pernas
fundidos em um só substantivo
Contraia em espasmo!
Solfeje dor que lhe causa.
-Causa da dor é o grito?

Se te parece confusa vida
Pira-te neste instante segundo,
vomita o sal de volta ao mundo
que este mar por vez te trouxe.

"Nesse mar que lua nasce
se foi meu amor
Traz pra mim, oh mar, de volta
quem partiu e lá ficou"

14 February 2009

de um homem concreto

Se desfaz com o tempo,
embora, contraponto,
ao mesmo tempo enrijece,
constrói, seus segredos,
medos, desmedos
assim, desmedido,
desmede;
des, des, des!
Homem que na sombra vive
revive, vive?
Ao esquecer das cores,
cheiros, sabores,
toques, do sorriso,
da luz que a sombra faz,
ao se misturar, cada vez mais reto,
a bruta brita e cimento
torna-se cada vez mais
Concreto

19 January 2009

Pior

Tudo me dói
Da alma ao amor
Da ida a vinda.
Mas como pode dor existir?
A injúria é não física!
Dor que se cultiva no não transformado,
de fato,
Dor não doída na carne,
A pior delas, a pior delas...

12 November 2008

ICDFYRHCP/15YO

Queria somente para ela palavras
-Sentia falta de si.
Juntava sempre letras no espaço:
G K ß ç N I

Palavras não são espelhos apenas para você.

Queria extrair o sentido das sílabas.
Reuni-las de cima para baixo
-Dava seus sentidos aos sons.
Construir por si mesma aquele mundo.

Queimou livros, velhos vinis e alguns de seus CD's.

Seqüestrou contrapontos e tríades
-detestava dissonância.
Pensava em rifes, compassos e terças
-Ouvia o que lhe fazia lembrar.
Por amor amordaçava autores.

Invadia galerias, sempre gilete à mão.

Saltou parecendo querer decolar
Sim, decolaria...
Deixou escrito no parapeito: "Corda e nó"
-era um sonho

Esqueceu da semiótica, da métrica e de rimas supérfluas

25 October 2008

O Presente

Tarde Peculiar (espaço/tempo)^-1

Há dias em que respiro profundo,
Inalo lembranças.
De espaço-tempo distante
De lá, dos de lá
dos que ainda estão.

No vago de um ensaio de melancolia
teimo, relativizando-me, ainda respirar.
Condição de ser inacabadondo-se

Enquanto lá está Ela;
a fazer seus deliciosos bolos,
os biscoitos, doces, experimentações...
Como que para sustentar-me ereto
sem tombo, uma relação inversa?

"Há vagos respiros
"Profundas Lembranças
"De lá, condição ereta
"Revitalizam-me os bolos e biscoitos.
"Experimentações relativas, ainda por terminar

19 October 2008

Rosiana distorcida #1

Amigo, tentei de mais...
não é desistênça; continuação de atraso
De tanto mirar acerto passei a ser alvo
pensamento viciado amornece antes de esfriar.

O querer da vida, também, de certo, transforma
Se não, continua picado, repartido.
Se o pensamento depois das coisas não muda
é porque não tem que ser

Se não endurece, retêza
e vida passada de mais num dá ajeito
só costume.
Tudo é bão de mais pra quem gosto o tem.

17 July 2008

Catingueira=antipoiesis semiárida

Não se teme o calor, nem medo,
Tem-se penação, dia a dia.
Que não, nada. Terra não benta
D'onde até deus nem miúdo grado quis deixar

Terra de não ser.
Da janela se avista sofrido passado,
Pra presente não lembrar.
- Casa fechada, dor não se espalha.

A crença do pouco sabido,
rogar ao algoz milagre
Por penitência que a vida passara

-A garganta é seca meu pai.
A alma é seca.
Fé, artifício de imaginação
A terra padece.
-Cativo da terra com espinhos se acostuma.

Da miséria de quem vive,
ninguém gosta olhar, nada socorre.
Aqui é Mata Braba,
de seco, gosto morreu
E morte é só passagem de paisagem.

14 February 2008

Agonia (poesia amorfa) - Dos tempos das confusões

Quão rapidamente se dilui,
Quão profundo corte em carne azeda...
Quem (o que) você era?

Quão rapidamente se dilui...

Escorria em minhas têmporas
Causava-me suspiros
era o mal... divino...
um surto...

Embora com sequelas
-o corte lembra?- agora percebo
Que não era fino vinho
acre vinagre azedo,
que vomitava em minha boca

Quão rapidamente se dilui:
“Queria não tivesse vindo...
Quão profundo corte:
“Entalhava em mim seu gosto.
Quem (o que) você era:
“apenas mal grado delírio.
“a sedutora forma do diabo.

23 January 2008

O carteiro [Poesia descritiva do concreto e(às) letras]

Quanto tempo fazia que não passava por aqui!
Agora voltando encontro tudo empoeirado..
resolvi deixar então esta inspirado no distante amigo Jão:
--------------------

O que tinha na mente?
Não duvidava...
Anda ele todos os dias,
sacola nas costas.

La se vai multi-endereçado
todo dia, todo dia,
exceto sábados e domingos e feriados
Pode cantar, assobiar
Compõe(-se) em caminhada

11 October 2007

Bytepoesis


[INÍCIO]Semespaçossemsonssemrisossemrimassemnadasóvaziosóamentetintaepapelummontedeletras
Cemespaçoscemsonscemsorrisoscemrimasnadasemsemvaziomaisquetintapapeleummontedeletras
Presençaausenciaumezerozeroeumumezerozeroeumumumzerozerozeroeum
00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010espaços +00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010sons+00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010sorrizos+00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010rimaspreenchemumvazio[SE ENTÃO = FIM]

20 September 2007

17 August 2007

Jogos


E as contas irão vencer novamente, mesmo que sem os vencimentos!
Na verdade, de um tempo pra cá estão invictas.
-falta aquele velho e bom espírito esportivo.
Dêem, logo, as medalhas a elas!
(Lá vem uma toalha no ar).

20 July 2007

Rosa e o mar

Tarde era para chorar,
enquanto ele escrevia
Sentia ainda cheiro de Rosa...
- rimava Mar ia...

11 June 2007

Poesia Adolescente

No Japão, suicídio
Aqui uma risada sarcástica,
um copo de uísque na mão,
deboches,
sem a mínima pretensão suicida.

Na Alemanha, manifestações nada pacíficas
Aqui uma passividade que pasma, nada muda.
Uma sensação de aconchego...
Até que um menino é arrastado.
Lágrimas, subseqüente esquecimento, aconchego.

Na Argentina adoram livros
Aqui, mal se consegue ler o próprio nome
Não há mal que a Tv não cure! Lêem-se legendas
Enquanto os homens de farras, com suas prostitutas, negociam elevado capital.
Nasce a massa.

Tres vivas a este chiqueiro Orwelliano
Viva, viva e viva!

16 May 2007

Doce

Cozinhe minha alma, mande-a ao inferno(,)
nesse fogo de tuas entranhas
Provoque o pecador, o pecado, sangra-lhe a carne,
suga-lhe o sangue
Mostre seus lábios, ofereça o beijo,
arranca-lhe a língua

Causa-me o desejo, toma-me o doce
“Quem sou eu frente a esse demônio?

  há um longuíssimo tempo entre uma faísca de pensamento e o momento  do qual, agora, relembro Salve Jão.