... um sonho nos trouxe para longe, bem longe,
da terra boa, do modo da gente, dos Galdinos,
das irmãs e do irmão, dos irmãos,
da gorducha, do menino lindo magrelão;
temos saudades."
Este espaço virtual contém alguns de meus pensamentos difusos, vagos -virtuais. A confusão é fruto da complexidade inerente à própria vida! Sem lógica pra ser, mas existindo coesa e logicamente no espaço finito. Um pouco de tudo, quse nada. Poesias e outras coisas mais --100% desenvolvido por software livre!--- Poesias arte
16 April 2009
10 April 2009
8 deitado
que todas elas se fodam
fazem cinza
que se fodam
que morram
que ninguém
escute seu grito agonizante.
Chamem o padre
sua água benta mega-tônica
chamem pastores e ambulâncias
exorcismo de carne, pura matéria,
um açougue.
chamem o repórter mais eloquente
tragam charuto e tambor
seus santos para ajudar
o transeunte curioso, o polícia,
sacos de vômito podem ser úteis
tragam de tudo, seringas, radiofones e vitrolas
Rolos compressores e aquela dose de sacarmos
Uma alavanca que sustente o peso do mundo.
Convide todos seus deuses e espíritos;
a mesa está servida com as melhores bebidas!
Venha você e toda sua desumanidade
Não se esqueça de preconceitos!
Venha mais arrogante possível
Com todas as posses estampadas numa pose
E que todas se fodam!
Uma vida vagabunda, que mais importa?
Nesse universo sem fim e profundo
estamos sós a vagar.
fimcomeço
fazem cinza
que se fodam
que morram
que ninguém
escute seu grito agonizante.
Chamem o padre
sua água benta mega-tônica
chamem pastores e ambulâncias
exorcismo de carne, pura matéria,
um açougue.
chamem o repórter mais eloquente
tragam charuto e tambor
seus santos para ajudar
o transeunte curioso, o polícia,
sacos de vômito podem ser úteis
tragam de tudo, seringas, radiofones e vitrolas
Rolos compressores e aquela dose de sacarmos
Uma alavanca que sustente o peso do mundo.
Convide todos seus deuses e espíritos;
a mesa está servida com as melhores bebidas!
Venha você e toda sua desumanidade
Não se esqueça de preconceitos!
Venha mais arrogante possível
Com todas as posses estampadas numa pose
E que todas se fodam!
Uma vida vagabunda, que mais importa?
Nesse universo sem fim e profundo
estamos sós a vagar.
fimcomeço
28 March 2009
Casa de Lu
Para aqueles que de longe chegam
boas vindas!
É assim casa de lá...,
das bandas do Mato a Dentro.
Canto p’ra descanso em pouso
onde nem pensamento, em pressa, chega.
Apea da alma peso.
Aqui é casa de brisa, de alegria leve,
casa de lá, de Lu.
Para os que passam e esquecem de dizer: “bão!”
19/08/2006
boas vindas!
É assim casa de lá...,
das bandas do Mato a Dentro.
Canto p’ra descanso em pouso
onde nem pensamento, em pressa, chega.
Apea da alma peso.
Aqui é casa de brisa, de alegria leve,
casa de lá, de Lu.
Para os que passam e esquecem de dizer: “bão!”
19/08/2006
23 March 2009
NE-Influências de brisas
Quando se vê (,)
o mar (,) quando chove
é belo:
Uma fina linha escura longe, lá longe.
Quando sente calor,
o mar quando sol
ainda belo:
Ele transforma em azul.
Se paras a olhar mar
e perde de ti seu rumo
descontente, confuso, imundo
com âncora corrente e pernas
fundidos em um só substantivo
Contraia em espasmo!
Solfeje dor que lhe causa.
-Causa da dor é o grito?
Se te parece confusa vida
Pira-te neste instante segundo,
vomita o sal de volta ao mundo
que este mar por vez te trouxe.
o mar (,) quando chove
é belo:
Uma fina linha escura longe, lá longe.
Quando sente calor,
o mar quando sol
ainda belo:
Ele transforma em azul.
Se paras a olhar mar
e perde de ti seu rumo
descontente, confuso, imundo
com âncora corrente e pernas
fundidos em um só substantivo
Contraia em espasmo!
Solfeje dor que lhe causa.
-Causa da dor é o grito?
Se te parece confusa vida
Pira-te neste instante segundo,
vomita o sal de volta ao mundo
que este mar por vez te trouxe.
"Nesse mar que lua nasce
se foi meu amor
Traz pra mim, oh mar, de volta
quem partiu e lá ficou"
14 February 2009
de um homem concreto
Se desfaz com o tempo,
embora, contraponto,
ao mesmo tempo enrijece,
constrói, seus segredos,
medos, desmedos
assim, desmedido,
desmede;
des, des, des!
Homem que na sombra vive
revive, vive?
Ao esquecer das cores,
cheiros, sabores,
toques, do sorriso,
da luz que a sombra faz,
ao se misturar, cada vez mais reto,
a bruta brita e cimento
torna-se cada vez mais
Concreto
embora, contraponto,
ao mesmo tempo enrijece,
constrói, seus segredos,
medos, desmedos
assim, desmedido,
desmede;
des, des, des!
Homem que na sombra vive
revive, vive?
Ao esquecer das cores,
cheiros, sabores,
toques, do sorriso,
da luz que a sombra faz,
ao se misturar, cada vez mais reto,
a bruta brita e cimento
torna-se cada vez mais
Concreto
19 January 2009
Pior
Tudo me dói
Da alma ao amor
Da ida a vinda.
Mas como pode dor existir?
A injúria é não física!
Dor que se cultiva no não transformado,
de fato,
Dor não doída na carne,
A pior delas, a pior delas...
Da alma ao amor
Da ida a vinda.
Mas como pode dor existir?
A injúria é não física!
Dor que se cultiva no não transformado,
de fato,
Dor não doída na carne,
A pior delas, a pior delas...
12 November 2008
ICDFYRHCP/15YO
Queria somente para ela palavras
-Sentia falta de si.
Juntava sempre letras no espaço:
G K ß ç N I
Palavras não são espelhos apenas para você.
Queria extrair o sentido das sílabas.
Reuni-las de cima para baixo
-Dava seus sentidos aos sons.
Construir por si mesma aquele mundo.
Queimou livros, velhos vinis e alguns de seus CD's.
Seqüestrou contrapontos e tríades
-detestava dissonância.
Pensava em rifes, compassos e terças
-Ouvia o que lhe fazia lembrar.
Por amor amordaçava autores.
Invadia galerias, sempre gilete à mão.
Saltou parecendo querer decolar
Sim, decolaria...
Deixou escrito no parapeito: "Corda e nó"
-era um sonho
Esqueceu da semiótica, da métrica e de rimas supérfluas
-Sentia falta de si.
Juntava sempre letras no espaço:
G K ß ç N I
Palavras não são espelhos apenas para você.
Queria extrair o sentido das sílabas.
Reuni-las de cima para baixo
-Dava seus sentidos aos sons.
Construir por si mesma aquele mundo.
Queimou livros, velhos vinis e alguns de seus CD's.
Seqüestrou contrapontos e tríades
-detestava dissonância.
Pensava em rifes, compassos e terças
-Ouvia o que lhe fazia lembrar.
Por amor amordaçava autores.
Invadia galerias, sempre gilete à mão.
Saltou parecendo querer decolar
Sim, decolaria...
Deixou escrito no parapeito: "Corda e nó"
-era um sonho
Esqueceu da semiótica, da métrica e de rimas supérfluas
01 November 2008
25 October 2008
Tarde Peculiar (espaço/tempo)^-1
Há dias em que respiro profundo,
Inalo lembranças.
De espaço-tempo distante
De lá, dos de lá
dos que ainda estão.
No vago de um ensaio de melancolia
teimo, relativizando-me, ainda respirar.
Condição de ser inacabadondo-se
"Há vagos respiros
"Profundas Lembranças
"De lá, condição ereta
"Revitalizam-me os bolos e biscoitos.
"Experimentações relativas, ainda por terminar
Inalo lembranças.
De espaço-tempo distante
De lá, dos de lá
dos que ainda estão.
No vago de um ensaio de melancolia
teimo, relativizando-me, ainda respirar.
Condição de ser inacabadondo-se
Enquanto lá está Ela;
a fazer seus deliciosos bolos,
os biscoitos, doces, experimentações...
Como que para sustentar-me ereto
sem tombo, uma relação inversa?
"Há vagos respiros
"Profundas Lembranças
"De lá, condição ereta
"Revitalizam-me os bolos e biscoitos.
"Experimentações relativas, ainda por terminar
19 October 2008
Rosiana distorcida #1
Amigo, tentei de mais...
não é desistênça; continuação de atraso
De tanto mirar acerto passei a ser alvo
pensamento viciado amornece antes de esfriar.
O querer da vida, também, de certo, transforma
Se não, continua picado, repartido.
Se o pensamento depois das coisas não muda
é porque não tem que ser
Se não endurece, retêza
e vida passada de mais num dá ajeito
só costume.
Tudo é bão de mais pra quem gosto o tem.
não é desistênça; continuação de atraso
De tanto mirar acerto passei a ser alvo
pensamento viciado amornece antes de esfriar.
O querer da vida, também, de certo, transforma
Se não, continua picado, repartido.
Se o pensamento depois das coisas não muda
é porque não tem que ser
Se não endurece, retêza
e vida passada de mais num dá ajeito
só costume.
Tudo é bão de mais pra quem gosto o tem.
17 July 2008
Catingueira=antipoiesis semiárida
Não se teme o calor, nem medo,
Tem-se penação, dia a dia.
Que não, nada. Terra não benta
D'onde até deus nem miúdo grado quis deixar
Terra de não ser.
Da janela se avista sofrido passado,
Pra presente não lembrar.
- Casa fechada, dor não se espalha.
A crença do pouco sabido,
rogar ao algoz milagre
Por penitência que a vida passara
-A garganta é seca meu pai.
A alma é seca.
Fé, artifício de imaginação
A terra padece.
-Cativo da terra com espinhos se acostuma.
Da miséria de quem vive,
ninguém gosta olhar, nada socorre.
Aqui é Mata Braba,
de seco, gosto morreu
E morte é só passagem de paisagem.
Tem-se penação, dia a dia.
Que não, nada. Terra não benta
D'onde até deus nem miúdo grado quis deixar
Terra de não ser.
Da janela se avista sofrido passado,
Pra presente não lembrar.
- Casa fechada, dor não se espalha.
A crença do pouco sabido,
rogar ao algoz milagre
Por penitência que a vida passara
-A garganta é seca meu pai.
A alma é seca.
Fé, artifício de imaginação
A terra padece.
-Cativo da terra com espinhos se acostuma.
Da miséria de quem vive,
ninguém gosta olhar, nada socorre.
Aqui é Mata Braba,
de seco, gosto morreu
E morte é só passagem de paisagem.
14 February 2008
Agonia (poesia amorfa) - Dos tempos das confusões
Quão rapidamente se dilui,
Quão profundo corte em carne azeda...
Quem (o que) você era?
Quão rapidamente se dilui...
Escorria em minhas têmporas
Causava-me suspiros
era o mal... divino...
um surto...
Embora com sequelas
-o corte lembra?- agora percebo
Que não era fino vinho
acre vinagre azedo,
que vomitava em minha boca
Quão rapidamente se dilui:
“Queria não tivesse vindo...
Quão profundo corte:
“Entalhava em mim seu gosto.
Quem (o que) você era:
“apenas mal grado delírio.
“a sedutora forma do diabo.
Quão profundo corte em carne azeda...
Quem (o que) você era?
Quão rapidamente se dilui...
Escorria em minhas têmporas
Causava-me suspiros
era o mal... divino...
um surto...
Embora com sequelas
-o corte lembra?- agora percebo
Que não era fino vinho
acre vinagre azedo,
que vomitava em minha boca
Quão rapidamente se dilui:
“Queria não tivesse vindo...
Quão profundo corte:
“Entalhava em mim seu gosto.
Quem (o que) você era:
“apenas mal grado delírio.
“a sedutora forma do diabo.
23 January 2008
O carteiro [Poesia descritiva do concreto e(às) letras]
Quanto tempo fazia que não passava por aqui!
Agora voltando encontro tudo empoeirado..
resolvi deixar então esta inspirado no distante amigo Jão:
--------------------
O que tinha na mente?
Não duvidava...
Anda ele todos os dias,
sacola nas costas.
La se vai multi-endereçado
todo dia, todo dia,
exceto sábados e domingos e feriados
Pode cantar, assobiar
Compõe(-se) em caminhada
Agora voltando encontro tudo empoeirado..
resolvi deixar então esta inspirado no distante amigo Jão:
--------------------
O que tinha na mente?
Não duvidava...
Anda ele todos os dias,
sacola nas costas.
La se vai multi-endereçado
todo dia, todo dia,
exceto sábados e domingos e feriados
Pode cantar, assobiar
Compõe(-se) em caminhada
11 October 2007
Bytepoesis
[INÍCIO]Semespaçossemsonssemrisossemrimassemnadasóvaziosóamentetintaepapelummontedeletras
Cemespaçoscemsonscemsorrisoscemrimasnadasemsemvaziomaisquetintapapeleummontedeletras
Presençaausenciaumezerozeroeumumezerozeroeumumumzerozerozeroeum
00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010espaços +00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010sons+00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010sorrizos+00110001 00110000 00110000 00001101 00001010 00001101 00001010rimaspreenchemumvazio[SE ENTÃO = FIM]
20 September 2007
17 August 2007
Jogos
20 July 2007
Rosa e o mar
Tarde era para chorar,
enquanto ele escrevia
Sentia ainda cheiro de Rosa...
- rimava Mar ia...
enquanto ele escrevia
Sentia ainda cheiro de Rosa...
- rimava Mar ia...
11 June 2007
Poesia Adolescente
No Japão, suicídio
Aqui uma risada sarcástica,
um copo de uísque na mão,
deboches,
sem a mínima pretensão suicida.
Na Alemanha, manifestações nada pacíficas
Aqui uma passividade que pasma, nada muda.
Uma sensação de aconchego...
Até que um menino é arrastado.
Lágrimas, subseqüente esquecimento, aconchego.
Na Argentina adoram livros
Aqui, mal se consegue ler o próprio nome
Não há mal que a Tv não cure! Lêem-se legendas
Enquanto os homens de farras, com suas prostitutas, negociam elevado capital.
Nasce a massa.
Tres vivas a este chiqueiro Orwelliano
Viva, viva e viva!
Aqui uma risada sarcástica,
um copo de uísque na mão,
deboches,
sem a mínima pretensão suicida.
Na Alemanha, manifestações nada pacíficas
Aqui uma passividade que pasma, nada muda.
Uma sensação de aconchego...
Até que um menino é arrastado.
Lágrimas, subseqüente esquecimento, aconchego.
Na Argentina adoram livros
Aqui, mal se consegue ler o próprio nome
Não há mal que a Tv não cure! Lêem-se legendas
Enquanto os homens de farras, com suas prostitutas, negociam elevado capital.
Nasce a massa.
Tres vivas a este chiqueiro Orwelliano
Viva, viva e viva!
16 May 2007
Doce
Cozinhe minha alma, mande-a ao inferno(,)
nesse fogo de tuas entranhas
Provoque o pecador, o pecado, sangra-lhe a carne,
suga-lhe o sangue
Mostre seus lábios, ofereça o beijo,
arranca-lhe a língua
Causa-me o desejo, toma-me o doce
“Quem sou eu frente a esse demônio?
nesse fogo de tuas entranhas
Provoque o pecador, o pecado, sangra-lhe a carne,
suga-lhe o sangue
Mostre seus lábios, ofereça o beijo,
arranca-lhe a língua
Causa-me o desejo, toma-me o doce
“Quem sou eu frente a esse demônio?
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há um longuíssimo tempo entre uma faísca de pensamento e o momento do qual, agora, relembro Salve Jão.
-
a boca saliva o verso da língua que lambe o beijo tudo úmido hálito tudo átimo de desejo trôpego respirar exala fala suspiros tensos recria ...
-
Hoje foi um dia que, se não terá lá uma grande importância histórica, ficou marcado como aquele no qual algumas pessoas resolveram manifesta...


